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	<title>Arquivo de Entendendo a dor crônica - Leonardo Frizon</title>
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	<title>Arquivo de Entendendo a dor crônica - Leonardo Frizon</title>
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		<title>Neuralgia Occipital &#8211; Causas, Sintomas e Tratamentos</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Aug 2025 14:08:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coluna]]></category>
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		<category><![CDATA[Dor Neuropática]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que é neuralgia occipital? A neuralgia occipital é uma condição neurológica que causa dor intensa, em forma de pontada ou choque, na região da nuca, muitas vezes irradiando para o topo da cabeça e atrás dos olhos. Essa dor ocorre devido à inflamação ou irritação dos nervos occipitais, que são responsáveis pela sensibilidade do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_2488" aria-describedby="caption-attachment-2488" style="width: 874px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-2488" src="https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2025/08/2148036568.jpg" alt="" width="874" height="583" srcset="https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2025/08/2148036568.jpg 1000w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2025/08/2148036568-300x200.jpg 300w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2025/08/2148036568-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 874px) 100vw, 874px" /><figcaption id="caption-attachment-2488" class="wp-caption-text">Neuralgia Occipital &#8211; Causas, Sintomas e Tratamentos</figcaption></figure>
<h2>O que é neuralgia occipital?</h2>
<p>A <strong>neuralgia occipital</strong> é uma condição neurológica que causa dor intensa, em forma de pontada ou choque, na região da nuca, muitas vezes irradiando para o topo da cabeça e atrás dos olhos. Essa dor ocorre devido à inflamação ou irritação dos nervos occipitais, que são responsáveis pela sensibilidade do couro cabeludo. Muitas pessoas confundem com enxaqueca ou cefaléia tensional, mas trata-se de um problema diferente e que precisa de diagnóstico correto.</p>
<h2>Causas e fatores de risco</h2>
<p>A neuralgia occipital pode surgir por diferentes motivos, incluindo lesões na cabeça ou no pescoço, compressão dos nervos causada por má postura, hérnia de disco cervical ou tensão muscular crônica. Além disso, doenças como artrite e diabetes também aumentam o risco. Portanto, tentar identificar a causa é essencial para definir o melhor tratamento e prevenir a recorrência da dor, apesar de que em alguns não identificamos nenhuma causa.</p>
<h2>Sintomas comuns e diagnóstico</h2>
<p>Os principais sintomas são <strong>dor aguda na nuca</strong>, sensação de choque elétrico, queimação e <strong>sensibilidade ao toque</strong> na região occipital. Em alguns casos, pode haver formigamento, dor atrás dos olhos ou até fraqueza muscular. O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica detalhada e, se necessário, exames de imagem para descartar outras condições como hérnia cervical ou enxaqueca crônica.</p>
<h2>Opções de tratamento e manejo</h2>
<p>O tratamento da neuralgia occipital tem como objetivo aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida do paciente. As opções incluem o uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, fisioterapia para correção postural, <strong>bloqueios anestésicos dos nervos occipitais</strong> e, em casos mais resistentes, procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos. Além disso, terapias complementares como acupuntura, quiropraxia e relaxamento muscular também podem auxiliar no controle da dor.</p>
<h2>Prevenção e cuidados diários</h2>
<p>Manter uma postura correta, evitar movimentos bruscos e alongar a região cervical diariamente são medidas que ajudam na prevenção de crises da neuralgia occipital. Além disso, controlar doenças associadas é fundamental. Procurar ajuda médica ao primeiro sinal de dor intensa na nuca pode evitar a cronificação e melhorar o prognóstico do tratamento.</p>
<p><strong>Conclusão:</strong> compreender a neuralgia occipital é fundamental para quem sofre com dores na nuca ou dor de cabeça recorrente na parte de trás da cabeça. Se você apresenta esses sintomas, busque avaliação com um <strong>especialista</strong>. Um diagnóstico rápido permite acesso às melhores opções de tratamento e melhora significativa na qualidade de vida.</p>
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		<title>Neuromatrix da dor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Frizon]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Sep 2022 13:18:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dor Neuropática]]></category>
		<category><![CDATA[Entendendo a dor crônica]]></category>
		<category><![CDATA[neuromatrix da dor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Neuromatrix da dor Entender alguns conceitos de dor é importante para alguns pacientes. Não há necessidade do paciente entender com profundidade o que é a neuromatrix da dor. No entanto, ter uma idéia é interessante para melhorar a maneira como o paciente enxerga e conscientiza-se da dor. Esse conhecimento teria algum efeito prático ou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-1962" src="https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2022/09/pain-neuromatrix-1024x1024.jpg" alt="pain neuromatrix" width="624" height="624" srcset="https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2022/09/pain-neuromatrix-1024x1024.jpg 1024w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2022/09/pain-neuromatrix-300x300.jpg 300w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2022/09/pain-neuromatrix-150x150.jpg 150w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2022/09/pain-neuromatrix-768x768.jpg 768w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2022/09/pain-neuromatrix.jpg 1500w" sizes="(max-width: 624px) 100vw, 624px" /></h2>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Neuromatrix da dor</h2>
<p>Entender alguns conceitos de dor é importante para alguns pacientes. Não há necessidade do paciente entender com profundidade o que é a neuromatrix da dor. No entanto, ter uma idéia é interessante para melhorar a maneira como o paciente enxerga e conscientiza-se da dor. Esse conhecimento teria algum efeito prático ou terapêutico? É até possível que sim <a href="https://leonardofrizon.com.br/educacao-em-dor-para-o-paciente/" target="_blank" rel="noopener">(leia mais)</a>. Se você já parou para ler sobre teorias da natureza, por que não parar para ler sobre essa fascinante teoria do mundo da dor? A neuromatriz da dor é uma teoria desenvolvida por Robert Melzack. Veja abaixo um trecho inicial de um trabalho dele publicado há mais de 20 anos. É um artigo com mais de mil citações na literatura médica.</p>
<p><em>“The neuromatrix theory of pain proposes that pain is a multidimensional experience produced by characteristic &#8220;neurosignature&#8221; patterns of nerve impulses generated by a widely distributed neural network-the &#8220;body-self neuromatrix&#8221;-in the brain.”</em></p>
<p><em> tradução: </em></p>
<p><em>“ A teoria da neuromatriz da dor propõe que a dor é uma experiência multidimensional produzida por padrões característicos de uma “assinatura neural” de impulsos nervosos gerados por uma rede neural amplamente distribuída – a “neuromatriz do nosso próprio corpo” – no cérebro.”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Entendendo a neuromatrix da dor</h2>
<p>O que essa teoria propões é que não há uma única área de processamento de dor no cérebro. Quando sentimos dor, ela foi processada no nosso cérebro. Casa indivíduo tem uma matriz diferente para processar a dor. As áreas cerebrais a seguir são as que mais estão relacionadas com o processamento da dor: córtex pré-frontal dorsolateral, ínsula, cortéx cingulado anterior, córtex sensorial primário e suplementar e o tálamo. Isso é demonstrado em estudos científicos com exames de imagem como ressonância funcional por exemplo.</p>
<p>Cada uma dessas áreas interfere, ou seja, modula a dor. Por exemplo, o córtex cingulado anterior tem algumas funções cognitivas como empatia, controle de impulsos e emoções e aprendizado. Portanto, o córtex cingulado anterior vai dar uma resposta emocional, afetiva à dor. Por outro lado, o córtex sensorial vai localizar a dor, deixar você consciente do local da dor e das suas características como queimação, choque. Sendo assim, como cada pessoa tem o seu cérebro, cada pessoa tem a sua própria neuromatrix da dor. Por exemplo, quando você vê um filme, você emociona-se pois consciente ou inconscientemente aquilo que está acontecendo te toca profundamente. No entanto, outra pessoa pode ver o mesmo filme e não se sentir tão emocionado assim. A dor é uma experiência individual.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Aplicando a teoria da neuromatrix da dor na prática</h2>
<p>A dor que você sente é a expressão final de um processamento realizado pelo seu cérebro. Portanto, não há apenas um botão de liga ou desliga. Há diversas ramificações que precisamos cuidar. Não adianta pensar apenas do ponto de vista do córtex sensorial e não tratar o córtex do cíngulo. Todos os domínios têm que ser abordados. Do contrário, quando focamos apenas no aspecto psicológico ou apenas no aspecto anatômico, aumentam as chances da dor se tornar crônica e de mais difícil tratamento. O nosso cérebro está em constante evolução, construindo sinapses, conexões. Não queremos deixar que ele consolide um “caminho” de passagem dessa dor que depois seja difícil de destruir.</p>
<p>Diversas áreas aplicam a teoria da neuromatrix da dor nos tratamentos. Os métodos mais modernos e sérios de tratamento, seja na medicina, fisioterapia ou psicologia se desenvolvem com base nessa teoria. Inicialmente parece um pouco complexo, no entanto, esse texto é para dar uma idéia inicial e instigar você a ler mais sobre isso se tiver interesse.  Deixe seus comentário e dúvidas. Eu faço novos textos baseado nas dúvidas que vocês deixam aqui.</p>
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		<title>O que é dor neuropática</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Frizon]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Sep 2022 13:17:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entendendo a dor crônica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Dor neuropática é um tipo de dor. Para entender mais sobre classificações e outros tipos de dor, acesse aqui. A dor neuropática é causada por uma lesão ou doença no sistema nervoso. Essa lesão pode ser nos nervos periféricos, na medula ou no cérebro. &#160; Características da dor neuropática A dor neuropática tem algumas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-1967" src="https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2022/09/o-que-é-dor-neuropática.png" alt="o que é dor neuropática" width="530" height="265" srcset="https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2022/09/o-que-é-dor-neuropática.png 640w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2022/09/o-que-é-dor-neuropática-300x150.png 300w" sizes="(max-width: 530px) 100vw, 530px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dor neuropática é um tipo de dor. Para entender mais sobre classificações e outros tipos de dor, acesse <a href="https://leonardofrizon.com.br/tipos-de-dor/" target="_blank" rel="noopener"><strong>aqui</strong></a>. A dor neuropática é causada por uma lesão ou doença no sistema nervoso. Essa lesão pode ser nos nervos periféricos, na medula ou no cérebro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Características da dor neuropática</h2>
<p>A dor neuropática tem algumas características específicas. Por exemplo, pode ser contínua ou intermitente, isto é, ocorre em episódios e alivia por um tempo. Ela frequentemente tem outras alterações relacionadas à lesão do nervo. A sensibilidade da pele pode estar alterada. Na região da dor pode haver uma diminuição da sensibilidade. POr outro lado, às vezes o simples tocar da pele já causa dor. Além disso, algumas vezes a pele fica tão sensível que dói apenas de expor ao vento ou sentir a roupa tocar na pele. Essa última é o que chamados de <strong>alodínea</strong>.</p>
<p>A dor do tipo neuropática é sentida como uma queimação, amortecimento ou formigamento que podem ser extremamente dolorosos. Além disso, pode haver dor em choque, como se fossem descargas elétricas ou agulhadas. Outra característica que pode estar presente é o prurido, uma sensação incômoda de coceira, assim como sensação de frio dolorosa.</p>
<h2></h2>
<h2>Causas desse tipo de dor</h2>
<p>As causas variam desde doenças mais focais, quando há a lesão de apenas um nervo até causas mais difusas onde várias terminações nervosas estão acometidas. Traumas, com lesões de nervos ou na medula espinhal, podem ser fatores desencadeantes. Outras doenças como infecções, diabetes, alcoolismo ou deficiência de nutrientes podem causar danos aos nervos, desencadeando assim dor neuropática, principalmente em extremidades como, por exemplo, os pés. Outras exemplos comuns são a <a href="https://leonardofrizon.com.br/o-que-e-neuralgia-do-trigemeo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>neuralgia do trigêmeo</strong></a>, o<strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/entrevistas-2/herpes-zoster-entrevista/" target="_blank" rel="noopener"> herpes zoster</a></strong>, e dor em membro fantasma após amputação.</p>
<p>Dor neuropática <strong><a href="https://leonardofrizon.com.br/dores-apos-cirurgia-de-coluna-lombar/" target="_blank" rel="noopener">após cirurgia na coluna</a></strong> é muito comum e também pode ocorrer sempre que há lesão de nervo ou raiz nervosa. Essa lesão pode ocorrer pela compressão do nervo. No entanto, mesmo depois de descomprimido pela cirurgia, ele pode permanecer “doente”. Assim como também pode ocorrer pela cicatrização, quando ocorre uma fibrose ao redor da raiz nervosa no local da cirurgia.</p>
<p>Há um tipo de dor neuropática em que a dor é desproporcional ao dano do nervo. Uma pequena lesão nervosa, ou às vezes sem mesmo haver uma lesão nervosa, o organismo responde de uma maneira muito agressida. Leia sobre a <a href="https://leonardofrizon.com.br/sindrome-dolorosa-regional-complexa/" target="_blank" rel="noopener">síndrome dolorosa regional complexa</a> para entender sobre isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Como Tratar a dor neuropática</h2>
<p>O tratamento na maioria das vezes funciona muito bem, quando as medicações certas são usadas. A dor neuropática não responde bem aos trataments convencionais de dor como dipirona, anti-inflamatórios, paracetamol, codeína, morfina. As medicações mais indicadas são da linha dos anticonvulsivantes e antidepressivos. Essas drogas diminuem a atividade do nervo, impedindo assim que a sensação de dor.</p>
<p>Existem também procedimentos como infiltração e cirurgias. As infiltrações podem trazer um alívio momentâneo e impedir assim que sensibilização da região, ajudando no longo prazo. Em relação à cirurgia, há diversos tipos que vão desde lesões na medula espinha (DREZ) até implante de <a href="https://leonardofrizon.com.br/neuroestimulador-medular/" target="_blank" rel="noopener">neuroestimuladores</a>.</p>
<p>O principal é começar pelo mais simples. No entanto, o mais simples que tenha fundamento científico. Não adianta tratá-la da mesma maneira que qualquer tipo de dor. Às vezes uma intervenção precoce evita a cronificação. Você tem dor neuropática ou conhece alguém? Conte sua experiência abaixo nos comentários, agende uma avaliação se necessário.</p>
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		<title>Tipos de dor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Frizon]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 Sep 2022 12:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dor Neuropática]]></category>
		<category><![CDATA[Entendendo a dor crônica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quais são os tipos de dor Não existe apenas um tipo de dor. Você mesmo pode constatar isso. A dor quando você pisa em um prego é diferente daquela dor de cabeça, que fica &#8220;latejando&#8221;, ou a sensação de dor que você experimenta quando queima na praia por ficar no sol por muito tempo. É [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-1954" src="https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2022/09/tipos-de-dor-1024x682.jpg" alt="tipos de dor" width="800" height="533" srcset="https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2022/09/tipos-de-dor-1024x682.jpg 1024w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2022/09/tipos-de-dor-300x200.jpg 300w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2022/09/tipos-de-dor-768x512.jpg 768w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2022/09/tipos-de-dor.jpg 1280w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></h2>
<h2>Quais são os tipos de dor</h2>
<p>Não existe apenas um tipo de dor. Você mesmo pode constatar isso. A dor quando você pisa em um prego é diferente daquela dor de cabeça, que fica &#8220;latejando&#8221;, ou a sensação de dor que você experimenta quando queima na praia por ficar no sol por muito tempo. É possível classificar a dor de diversas maneiras. Quando classificamos a dor estamos tentando estabelecer a melhor maneira de tratar. Não existe apenas um tipo de medicação para tratar dor, como você deve imaginar. Existe um tipo de medicação mais adequado para cada tipo de dor.</p>
<h2>Tipos de dor quanto à duração</h2>
<p>A dor pode ser dividida em aguda ou crônica, Essa classificação leva em conta a duração da dor. A dor aguda é a que mencionei acima, no exemplo de pisar em um prego. Mas também pode ser a dor quando ocorre uma entorse no tornozelo, ao correr. Ela não costuma durar muito tempo e indica que há algo errado. Quando você sente que está queimando a mão próximo ao fogo por exemplo, a primeira reação é retirar a mão. Esse é um reflexo, que acontece até mesmo antes de você pensar. É muito fácil de identificar a causa na maioria das vezes.</p>
<p>Por outro lado, a dor crônica é a dor que permanece por mais de 3 meses. Eu já escrevi um pouco mais sobre a “problematização “da dor crônica, <a href="https://leonardofrizon.com.br/o-que-e-dor-cronica/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui para ler</a>. Se você tem dor há mais de 3 meses tem uma dor crônica. Mas não precisa se apavorar, pois existes outras classificações e a dor crônica tem diversas causas. Algumas são mais fáceis de tratar e outras, não.</p>
<h2>Tipos de dor quanto à origem</h2>
<p>A dor também pode ser classificada quanto ao que a está originando. Podemos dividir inicialmente em dois tipos de dor quanto à origem: neuropática e nociceptiva.</p>
<p>A dor neuropática, como o nome sugere, origina-se de uma lesão de um nervo, qualquer nervo do corpo. Alguns exemplos são a neuralgia pós-herpética (dor persistente após herpes zoster), dor em membro fantasma, síndrome de dor regional complexa, <a href="https://leonardofrizon.com.br/o-que-e-neuralgia-do-trigemeo/" target="_blank" rel="noopener">neuralgia do trigêmeo</a>, irritação ou compressão de um nervo por uma hérnia na coluna). Esses são apenas alguns exemplos. A sensação de dor neuropática geralmente é em choque, queimação e também sensação de formigamento ou perda da sensibilidade.</p>
<p>Já a dor nociceptiva, origina-se de uma lesão de outros tecidos do nosso corpo (articulações, órgãos, músculos, tendões, etc). A dor nociceptiva é decorrente de uma estimulação dos nociceptores, que nada mais são do que nossos receptores de dor. A dor nociceptiva também pode ser dividida em 2 tipos: somática e visceral. Somática é quando é do músculo, articulação ou, por exemplo, por rompimento de um tendão. A dor somática é bem localizada, aguda, cortante, em fisgada. Já a dor visceral é quando há a lesão de alguma víscera (uma colecistite, por exemplo). A dor visceral é mais difusa, menos localizada, frequentemente em cólica.</p>
<h2>Sensibilização Central</h2>
<p>Tanto a dor neuropática quanto a dor nociceptiva podem causar uma sensibilização central. Quando você tem uma dor nociceptiva por muito tempo ocorre uma sensibilização daquela região. Para explicar sucintamente, é como se o seu cérebro entendesse que há algo errado com a região de dor mesmo depois de o problema já estar solucionado. É como uma “cicatriz” no sistema nervoso que é muito difícil de tratar. Aí entra o conceito de um outro tipo de dor, a dor nociplástica.</p>
<h2>Mas por que eu devo saber os tipos de dor?</h2>
<p>A notícia boa: você não precisa saber os tipos e classificações de dor. Apesar de eu saber que alguns de meus pacientes já poderiam ter um <a href="https://leonardofrizon.com.br/educacao-em-dor-para-o-paciente/" target="_blank" rel="noopener">PhD de conhecimento em dor</a>, não é necessário saber tudo. O que é necessário entender é que nem toda a dor vai aliviar com morfina, por exemplo. Uma dor neuropática ou nociplástica pode responder muito mais á um antidepressivo ou anticonvulsivante. Aí que está o motivo de entender os tipos de dor. Se você leu até aqui, obrigado, deixe um comentário ou sugestão de novo texto abaixo. Sobre o que você quer saber mais?</p>
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		<title>Dor crônica e alimentação</title>
		<link>https://leonardofrizon.com.br/dor-cronica-e-alimentacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Frizon]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Oct 2021 01:09:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entendendo a dor crônica]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Dor crônica e alimentação, podem estar relacionadas? Sim, a alimentação pode influenciar na sua dor crônica. Nós, médicos, não costumamos dar muita atenção para alimentação. Nutrição não é algo que faz parte dos currículos nas faculdades de medicina. Isso é surpreendente e incompreensível. Enquanto diversos tipos de alimentos podem prevenir e reverter algumas doenças, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1919" src="https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Dor-crônica-e-alimentação.jpg" alt="Dor crônica e alimentação" width="1000" height="672" srcset="https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Dor-crônica-e-alimentação.jpg 1000w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Dor-crônica-e-alimentação-300x202.jpg 300w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Dor-crônica-e-alimentação-768x516.jpg 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<p><a href="https://leonardofrizon.com.br/o-que-e-dor-cronica/" target="_blank" rel="noopener">Dor crônica</a> e alimentação, podem estar relacionadas? Sim, a alimentação pode influenciar na sua dor crônica. Nós, médicos, não costumamos dar muita atenção para alimentação. Nutrição não é algo que faz parte dos currículos nas faculdades de medicina. Isso é surpreendente e incompreensível. Enquanto diversos tipos de alimentos podem prevenir e reverter algumas doenças, a gente aprende a prescrever medicações, mas não aprende prescrever alimentos. Os médicos não se preocupam em dar muitos detalhes sobre isso, no melhor das hipóteses mandam para o nutricionista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Obesidade e dor crônica</h2>
<p>Uma relação bem direta entre dor e dieta percebe-se na maior prevalência de dor nos pacientes com sobrepeso e obesidade. A obesidade leva a uma maior sobrecarga sobre as articulações como joelho, quadril e coluna e pode, portanto, levar à dor. Além disso, há estudos investigando tipos específicos de nutrientes e sua relação com diversos tipos de dor.  O que comemos influencia nos marcadores de inflamação que circulam no sangue. A dieta é um fator a ser considerado em muitas doenças crônicas. Por que, portanto, a maioria não se preocupa com ela nos paciente com dor crônica?</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O que a literatura científica diz sobre isso</h2>
<p>Recentemente um<a href="https://www.mdpi.com/2077-0383/9/3/702" target="_blank" rel="noopener"> estudo</a> fez uma investigação sobre os vários trabalhos científicos que já investigaram esse assunto. Um estudo desse tipo é chamado meta-análise ou revisão sistemática. Interessante notar que não há tantos estudos bem feitos nessa área. Já no caso de medicações, existem milhares. Estranho não?  Essa revisão sistemática citada acima, ao invés de investigar quais nutrientes são os mais efetivos, investigou padrões de dieta. A justificativa é que os nutrientes são ingeridos em conjunto em certas dietas, e não é tão prático avaliar apenas nutrientes isolados (selênio, magnésio, por exemplo).</p>
<p>Mas vamos aos resultados. Quais são os padrões de dietas que estão associados à dor ou ao alívio da dor? Uma notícia não tão animadora para quem adora carne vermelha. As dietas veganas e vegetarianas são as que apresentam a maior associação com a melhora da dor crônica. A maioria dos estudos investigou essas dietas à base de plantas. Essas dietas são comprovadamente “anti-inflamatórias”. A inflamação é um dor mecanismos que perpetua a dor crônica.</p>
<h2></h2>
<h2>Dieta pode afetar a inflamação no corpo?</h2>
<p>A inflamação é uma espécie de defesa do nosso corpo, assim como a febre. No início a inflamação é necessária para cicatrizar uma ferida, por exemplo. No entanto, no longo prazo, quando os marcadores inflamatórios persistem por um tempo além da cicatrização, eles acabam gerando uma maior sensibilização da região afetada. E, SIM, mudanças na dieta podem influenciar nisso.</p>
<p>Um exemplo bem comum disso é na dor muscular (miofascial). Tomemos como exemplo, uma dor muscular na região do pescoço, na coluna cervical, trapézio. Esse tipo de dor miofascial acaba gerando alguns pontos dolorosos. Esses pontos a gente pode palpar como pequenas “nós” dolorosos no músculo. Na dor miofascial a inflamação ocorre não apenas localmente como também em outras regiões. Quando a gente palpa esses pontos dolorosos acaba sentindo dor até no braço ou nos ombros, devido a essa inflamação “à distância”. Portanto, partimos de uma dor localizada mas acabamos com uma dor generalizada em toda a região da coluna, que se estende para os braços. Esse tipo de inflamação não está nos protegendo de nada, apenas piorando a situação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O que devo comer?</h2>
<p>Mas então todo paciente com dor crônica deveria se vegano ou vegetariano? Não. Pode até ser, se quiser e essa for uma opção viável, ótimo. Mas o principal é aprendermos algumas lições. A dieta à base de plantas (e isso inclui verduras, sementes, raizes, frutas) nos dá uma dica de algumas mudanças que podem ser fundamental no controle da dor crônica. Portanto, é uma dieta pobre em gordura, açúcar e proteína.</p>
<p>Atenção: a lição é que não é preciso parar de comer carne. Entretanto, talvez seja interessante prestar atenção nesses outros tipos de nutrientes e adequar a nossa alimentação para que fique mais saudável. Isso inclui diminuir a nossa ingesta de proteínas, gorduras e carboidratos em excesso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Por que devo mudar?</h2>
<p>Essa atenção na dieta vai afetar não apenas a dor crônica mas também a saúde e o bem-estar como um todo. Portanto, não vejo motivos para não começar a pensar nisso. Para quem quiser ler um livro bem interessante recomendo o livro “Comer para não morrer” do médico Michael Greger. Para ler mais veja o site do próprio Dr. Greger, <a href="https://nutritionfacts.org/" target="_blank" rel="noopener">aqui.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Futuro</h2>
<p>Resumindo, ainda há muito a se estudar sobre a alimentação e dor crônica. Entretanto, isso não atrai tantas pesquisas. Mas há muitos hábitos já consolidados que podem ajudar. E esse tipo de tratamento é muito mais barato e prazeroso do que pílulas. Pergunte ao seu médico sobre isso. E não hesite em consultar com um nutricionista ou nutrólogo para ter uma dieta mais saúdável. Você pode poupar muito dinheiro em medicações, além de muitos anos de vida.</p>
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		<title>Educação em dor para o paciente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Frizon]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Oct 2021 01:35:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entendendo a dor crônica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Educação em dor para o paciente Por que aprender sobre dor? Pacientes que não entendem exatamente o diagnóstico, ou a causa de sua dor, normalmente sofrem mais. Os pacientes sentem falta de um diagnóstico e uma explicação precisos, pontuais, para a causa dor. Leia aqui do que um paciente com dor precisa (leia aqui um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1913" src="https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Educação-em-dor-para-o-paciente.jpg" alt="Educação em dor para o paciente" width="1000" height="667" srcset="https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Educação-em-dor-para-o-paciente.jpg 1000w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Educação-em-dor-para-o-paciente-300x200.jpg 300w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Educação-em-dor-para-o-paciente-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></h2>
<h2>Educação em dor para o paciente</h2>
<p>Por que aprender sobre dor? Pacientes que não entendem exatamente o diagnóstico, ou a causa de sua dor, normalmente sofrem mais. Os pacientes sentem falta de um diagnóstico e uma explicação precisos, pontuais, para a causa dor. Leia aqui do que um paciente com dor precisa (<a href="https://leonardofrizon.com.br/do-que-um-paciente-com-dor-precisa/" target="_blank" rel="noopener">leia aqui um artigo sobre isso</a>). Além de um diagnóstico preciso, podemos ir além. Estudos mostram que a educação do paciente com dor é importante. Educação aqui refere-se a entender as vias da dor, os mecanismos responsáveis pelo sofrimento.</p>
<h2></h2>
<h2>A dor crônica é modulada pelo entendimento do paciente</h2>
<p>É fundamental entender isso para entender a importância da educação do paciente com dor. Tendo justamente isso em vista é que decidi começar a escrever alguns dos textos desse site. Explico: em uma consulta médica regular é muito difícil ter um tempo adequado para conversar sobre todos os temas de educação em dor. Então ter um local onde o paciente possa se informar mais sobre isso (esse site) é uma maneira de estender o contato com o paciente.</p>
<p>Quando dizemos que o conhecimento sobre dor pode modular a dor não estamos dizendo que a dor continuará e apenas vamos encará-la de uma maneira diferente. A educação do paciente pode sim aliviar objetivamente a dor crônica. Educação em dor é explicar ao paciente os mecanismos fisiológicos que levam à dor, como a dor é produzida e mantida. O paciente integrará esse conhecimento ao seus credos, comportamentos e atitudes no dia-a-dia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Entendendo a dor crônica</h2>
<p>Não podemos explicar completamente o funcionamento da dor crônica para o paciente.  O motivo é muito simples: ainda não entendemos tudo sobre ela. As teorias da dor, os conceitos da neuromatriz da dor, dos mecanismos de dor neuropática, avançaram muito nessas últimas décadas. No entanto, ainda há muito a se desvendar. Prova disso é que a neurociência da dor é uma área altamente produtiva, com muitas publicações científicas com descobertas e hipóteses sendo publicadas regularmente. Assumindo a nossa ignorância, ainda assim, o conhecimento atual sobre dor deve ser repassado ao paciente. Entender os mecanismos, de acordo com o contexto e individualizada de cada paciente, é por si só, um tratamento para o paciente.</p>
<p>Entender a causa inicial da minha dor ou por que dói quando faço certos movimentos? Por que alivia quando estou deitado? Por que quando fico ansioso minha dor aumenta? São perguntas frequentes que o simples fato de saber a resposta já é o início do tratamento. Assim como é importante também entender os passos de um tratamento já no início, juntamente com a estratégia a ser adotada, os próximos passos se não funcionar. Saber o porquê, desde um tratamento menos invasivo até uma cirurgia, tranquiliza o paciente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Entendendo a dor crônica</h2>
<p>Mas por onde começar? A dor crônica é mais do que uma simples sensação. É um sentimento. Entender que há um componente afetivo, emocional é parte fundamental para o tratamento. Por isso o acompanhamento psicológico ao qual encaminho muitos pacientes. A terapia cognitivo-comportamental, por exemplo, é parte fundamental do tratamento de alguns pacientes. No entanto, muitos confundem isso com: “está dizendo que a dor não existe, está apenas na minha cabeça” ou “tenho que aprender a conviver com a dor”.</p>
<p>Na verdade, não é nada disso. A ciência da dor mostra-nos que as regiões do cérebro que “interpretam” a dor crônica não são apenas regiões relacionadas às “sensações”, outras regiões que são relacionadas ao afeto, ao humor, cognição também são atingidas. Se você tem um cérebro normal, de um ser humano, não há como sentir dor e isso não ter essas outras áreas afetadas. Pense nisso. Se você tem alguma dúvida ou quer ver mais textos sobre esse tema de educação em dor, escreva aqui embaixo. Deixe seu comentário, leio todos, e eles são os temas dos textos aqui do site.</p>
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		<title>Fadiga e Dor Crônica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Frizon]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Mar 2021 03:14:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entendendo a dor crônica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Fadiga é um sintoma comum em pacientes com dor crônica. Estudos mostram que 64% dos pacientes que sofrem de dor crônica apresentam fadiga. Mas o que é fadiga? Fadiga é aquela sensação de desgaste que vai além do cansaço. É um desgaste físico, mental e psicológico que prejudica muito a qualidade de vida. &#160; [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="fadiga e dor crônica aligncenter wp-image-1834 size-full" title="fadiga e dor crônica" src="https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/03/young-woman-is-depressed-white-bed.jpg" alt="fadiga e dor crônica" width="1000" height="667" srcset="https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/03/young-woman-is-depressed-white-bed.jpg 1000w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/03/young-woman-is-depressed-white-bed-300x200.jpg 300w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/03/young-woman-is-depressed-white-bed-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fadiga é um sintoma comum em pacientes com <a href="https://leonardofrizon.com.br/o-que-e-dor-cronica/" target="_blank" rel="noopener">dor crônica</a>. Estudos mostram que 64% dos pacientes que sofrem de dor crônica apresentam fadiga. Mas o que é fadiga? Fadiga é aquela sensação de desgaste que vai além do cansaço. É um desgaste físico, mental e psicológico que prejudica muito a qualidade de vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Qual o primeiro passo para avaliar a fadiga</h2>
<p>Primeiramente, é preciso descartar outras causas de fadiga como anemia, câncer, hipotireoidismo, diabetes, insuficiência cardíaca ou depressão. Além disso, a fadiga também está associada a hábitos de vida como sedentarismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e cigarro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Por que surge a fadiga?</h2>
<p>Em tudo que fazemos no dia-a-dia pesamos a relação de custo-benefício. Pesar custo e benefício é pensar no esforço que faremos e comparar com a recompensa obteremos. Por isso, quando o objetivo é valioso, nos sentimos motivados para fazer determinado esforço. Por outro lado, quando o esforço necessário para alcançar algum objetivo é muito grande, e aonde chegaremos com isso não nos motiva tanto, é natural termos a sensação de <strong>fadiga</strong>.  Portanto, quando temos um objetivo, e esse objetivo realmente nos motiva, passamos a encarar aquele esforço como uma necessidade. Assim nos adaptamos para seguir em frente, custe o que custar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Como a dor crônica causa fadiga</h2>
<p><a href="https://journals.lww.com/pain/Fulltext/2018/01000/Tired_of_pain__Toward_a_better_understanding_of.4.aspx?WT.mc_id=HPxADx20100319xMP" target="_blank" rel="noopener">Um estudo publicado em uma renomada revista científica internacional abordou esse assunto (Clique para ler o artigo original em inglês)</a>. Segundo os autores, o balanço entre custo e benefício é afetado na dor crônica de 3 maneiras. <em>Nos pacientes com dor crônica que têm um objetivo ou desejo pelo qual vale a pena fazer um esforço, a dor atrapalha.</em> Superar a dor pode ser muito difícil,<em> aumenta portanto o “custo” e leva à fadiga.</em> Isso acontece também durante o tratamento para dor. Sobretudo a persistência da dor, mesmo com alguns tratamentos, leva o paciente a desistir daquele objetivo inicial.</p>
<p>A segunda maneira é que, devido ao sofrimento com a dor crônica, os pacientes antecipam um maior custo para tudo que vão fazer. Isso automaticamente gera um pensamento negativo. Sendo assim, aquele objetivo passa a não valer muito mais e o custo parece a ser muito maior do que realmente será. Na dor crônica existem mecanismos bem descritos sobre isso, vejas os artigos <a href="https://leonardofrizon.com.br/os-multiplos-fatores-que-influenciam-na-dor-cronica/" target="_blank" rel="noopener">entendendo a dor crônica</a> e <a href="https://leonardofrizon.com.br/catastrofizacao-da-dor/" target="_blank" rel="noopener">catastrofização da dor</a>.</p>
<p>E a terceira maneira é fruto direto do conceito no qual a dor crônica, ao chegar no cérebro, se “espalha”. A dor afeta áreas que estão envolvidas com o sentimento e o afeto. Em todo o ser humano com dor crônica é assim, não tem como fugir. A liberação de substâncias no cérebro e a ação nessas áreas afetivas podem fazer com que um objetivo passe a não representar tudo aquilo que representava mais. O cérebro de uma certa maneira está cronicamente “cansado” e motivá-lo a ir atrás de um objetivo torna-se muito difícil. O mesmo artigo aponta algumas direções nas quais são necessárias novas pesquisas e investigações nesse assunto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Como Vencer a fadiga?</h2>
<p>Sempre lembrando que uma avaliação médica é essencial. Há doenças como a depressão que necessitam tratamento e medicações para conseguir superar. Antes de tudo, converse com o seu médico.</p>
<p>Ao medirmos o valor de um objetivo, devemos comparar o progresso um dia após o outro. Não devemos comparar o nosso desempenho com outras pessoas. Temos que avaliar a nossa melhora individual dia após dia e como melhorar com pequenos avanços. Para exemplificar, devido à dor você não consegue ir no mercado ou ao shopping. Você pode dividir esse objetivo em partes, primeiro ir até o portão. Amanhã ir até a esquina e assim por adiante. Como resultado, o custo-benefício vai se ajustando. O que não pode acontecer é cair numa espiral de fadiga e antecipação de sofrimento que levem a um lugar no qual o custo é impagável para qualquer benefício.</p>
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		<title>Expectativas de melhora da dor crônica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Frizon]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Feb 2021 17:21:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entendendo a dor crônica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Expectativas de melhora da dor crônica Sempre procuro entender as expectativas de melhora da dor crônica do paciente ao iniciar um tratamento. Mas, o que é expectativa? É a impressão do paciente sobre qual será o resultado de um atendimento ou tratamento. Portanto, logo no início da relação com o paciente já estou procurando entender [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1813" src="https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/02/beautiful-sunset-beach-landscape-with-a-boat-1.jpg" alt="Expectativas de melhorar da dor crônica" width="1000" height="605" srcset="https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/02/beautiful-sunset-beach-landscape-with-a-boat-1.jpg 1000w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/02/beautiful-sunset-beach-landscape-with-a-boat-1-300x182.jpg 300w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/02/beautiful-sunset-beach-landscape-with-a-boat-1-768x465.jpg 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></h2>
<h2>Expectativas de melhora da dor crônica</h2>
<p><span style="font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen-Sans, Ubuntu, Cantarell, 'Helvetica Neue', sans-serif;">Sempre procuro entender as expectativas de melhora da dor crônica do paciente ao iniciar um tratamento. Mas, o que é expectativa? É a impressão do paciente sobre qual será o resultado de um atendimento ou tratamento. Portanto, logo no início da relação com o paciente já estou procurando entender isso. Para cada paciente, varia muito essa impressão de como será o resultado. O que determina a expectativa do paciente geralmente é o contexto social no qual ele está inserido, experiência com profissionais pelos quais passou anteriormente, personalidade, nível de stress e também o nível de dor. Por isso, é dever do médico e profissional da saúde ajustar essa expectativa à realidade.</span></p>
<h2>O que vejo na prática</h2>
<p>Alguns pacientes que chegam otimistas. Eles coletam informações de outros pacientes, médicos ou da internet e têm a sensação de que finalmente encontrou o profissional correto. Por outro lado, alguns pacientes chegam com uma expectativa mínima. “Já foi feito tudo que tinha para fazer e não melhoro” ou “acho que não adianta tentar mais nenhuma medicação”. Certa vez um paciente com dor crônica nas pernas após uma lesão medular confessou para minha secretária: “se houver a possibilidade de amputar as pernas para parar de sentir dor, eu aceito, pois nada mais funciona”. Naquele momento pude entender o tamanho da dor daquele paciente.</p>
<h2>A expectativa influencia no tratamento?</h2>
<p><a href="https://journals.lww.com/pain/Abstract/2016/02000/Expectations_predict_chronic_pain_treatment.8.aspx" target="_blank" rel="noopener">Esse estudo</a>, publicado numa das revistas internacionais mais importantes em dor, avaliou mais de 2000 pacientes com dor crônica e suas expectativas antes do tratamento. Os pesquisadores notaram que os resultados foram melhores naqueles pacientes que esperavam um resultado positivo. Como resultado do tratamento foi utilizado melhora da dor, sintomas depressivos e tendência à catastrofização da dor (<a href="https://leonardofrizon.com.br/catastrofizacao-da-dor/" target="_blank" rel="noopener">leia esse outro texto para entender mais sobre catastrofização</a>). Os pacientes que tinham uma expectativa positiva antes do tratamento foram os que mais melhoraram.</p>
<h2>Ajustando a expectativa à realidade</h2>
<p>É necessária uma conversa franca entre o médico e o paciente antes de iniciar o tratamento. Quando se trata de <a href="https://leonardofrizon.com.br/o-que-e-dor-cronica/" target="_blank" rel="noopener">dor crônica</a>, não existe algo como um botão que liga/desliga a dor. Um tratamento que alivie pelo menos 60% da dor é considerado efetivo. Então é necessário essa conversa sincera para não haver nem expectativas muito altas, nem muito baixas. Também é preciso entender que mesmo nos pacientes que encontram um tratamento efetivo ainda pode haver alguns escapes de dor durante o tratamento. Isso não é uma falha do médico ou do tratamento. <em>Criar uma expectativa não realística e superestimada apenas, não vai fazer o paciente melhorar.</em> Talvez possa funcionar por alguns momentos, mas logo a dor retorna.</p>
<p>O médico e o paciente têm que iniciar uma relação esclarecendo os problemas que têm que resolver. Começar, por exemplo, definindo qual a causa da dor, quais serão os passos do tratamento. Geralmente o passo inicial envolve um ajuste na medicação. Algumas vezes também podemos usar bloqueios (infiltrações) para ajudar a entender melhor de onde se origina a dor. Além disso, um plano deve ser feito desde os primeiros passos, como será feito o acompanhamento e cada etapa do tratamento. Assim como em qualquer jornada, é natural querer saber de onde se está partindo e aonde se está querendo chegar, e as estações e paradas nessa jornada. Para isso, a relação médico-paciente é fundamental. Portanto, converse com seu médico, tire todas as dúvidas, se se sentir inseguro, procure uma segunda opinião. Entender o seu problema e ajustar a sua expectativa à realidade é o caminho para melhorar.</p>
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		<title>O Que é Dor Crônica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Frizon]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Feb 2021 01:08:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entendendo a dor crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Que é Dor Crônica Algumas vezes escuto: “Dr., eu tenho medo que a minha dor fique crônica”. De uma certa maneira, acho esse raciocínio correto. Quando a dor é persistente é muito mais difícil de tratá-la. Entre outros fatores, a dor persistente traz junto não apenas o sofrimento físico, mas também o sofrimento emocional. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1808" src="https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/02/beautiful-scenery-of-a-small-board-bridge-leading-over-a-ditch-in-the-forest-1.jpg" alt="" width="1000" height="667" srcset="https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/02/beautiful-scenery-of-a-small-board-bridge-leading-over-a-ditch-in-the-forest-1.jpg 1000w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/02/beautiful-scenery-of-a-small-board-bridge-leading-over-a-ditch-in-the-forest-1-300x200.jpg 300w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/02/beautiful-scenery-of-a-small-board-bridge-leading-over-a-ditch-in-the-forest-1-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></h2>
<h2></h2>
<h2>O Que é Dor Crônica</h2>
<p>Algumas vezes escuto: “Dr., eu tenho medo que a minha dor fique crônica”. De uma certa maneira, acho esse raciocínio correto. Quando a dor é persistente é muito mais difícil de tratá-la. Entre outros fatores, a dor persistente traz junto não apenas o sofrimento físico, mas também o sofrimento emocional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Diferenças entre dor aguda e crônica</h2>
<p>Existem diversas classificações de dor. O objetivo dessas classificações é criar categorias, para os médicos e profissionais da saúde falarem a mesma língua. Entre as classificações, podemos classificá-la de acordo com a duração em 2 tipos: crônica e aguda. A dor aguda é aquela  que sentimos ao pisar em um prego, por exemplo. Ou quando ocorre uma queimadura. Ela dura relativamente pouco tempo, pode ser muito intensa e limitante. <u>A dor passa a ser crônica quando dura mais do que<a href="https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-neurol%C3%B3gicos/dor/dor-cr%C3%B4nica#:~:text=Dor%20cr%C3%B4nica%20%C3%A9%20aquela%20que,diabetes)%2C%20les%C3%B5es%20(p."> 3 meses</a>.</u> Se você sofre há mais de 3 meses, você tem dor crônica de acordo com a classificação médica. Mas tenha calma, isso não sinônimo de doença incurável ou que não tenha tratamento.</p>
<p>Depressão, irritabilidade e ansiedade frequentemente andam juntas com a dor persistente. Isso não acontece por acaso. Há evidência científica de que a dor também interfere  no cérebro em  áreas relacionadas com o afeto e a emoção. Leia mais informações sobre isso no final desse outro texto clicando <a href="https://leonardofrizon.com.br/os-multiplos-fatores-que-influenciam-na-dor-cronica/">aqui</a>. Por isso, não devemos confundir e achar que a única causa de determinada dor é a ansiedade. A ansiedade, humor deprimido fazem parte da doença e também devem ser tratados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>As diferenças no tratamento</h2>
<p>A dor aguda é mais simples de tratar, mas nem sempre é fácil. Pode requerer altas doses de medicação, muitas vezes há a necessidade de internação hospitalar. No entanto, quando se torna crônica é muito diferente, em todos os sentidos. O objetivo aqui não é uma descrição científica, por isso vou falar de uma maneira bem simples. Se imaginarmos que os nossos nervos são fios condutores de informação, esses dois tipos de dor não passam pelo mesmo fio. São dois sistemas separados.</p>
<p>Além disso, a dor crônica atinge o cérebro de uma maneira muito mais ampla, age por diferentes mecanismos. Ela deixa de ser apenas uma sensação, passa a ser também um sentimento. Agora não é apenas uma sensação desagradável, ocorre também alterações no humor,  no sono, causando, entre outras coisas, ansiedade e angústia. Ao entendermos isso, fica mais fácil compreender por que cada um interpreta e reage de uma maneira.</p>
<p>Entender que a dor crônica é algo muito mais amplo do que apenas a sensação também facilita a compreensão de que o tratamento deve ser multidisciplinar. O médico não trabalha sozinho. É necessária a ajuda de uma equipe multidisciplinar: enfermagem, fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional.</p>
<p>As medicações usadas para dor crônica também agem de maneira diferente, por agir em outro sistema. Algumas medicações funcionam apenas para a dor crônica e não funcionam para a aguda. Para essas medicações os efeitos não são imediatos. Os efeitos começam a ficar mais evidentes 3-4 semanas após o início do tratamento.</p>
<p>Para finalizar, eu entendo e tenho empatia quando escuto dos pacientes “não quero que a minha dor fique crônica”. Realmente, quanto mais tempo, mais difícil é de tratá-la.  Então, não subestime, trate-a.</p>
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		<title>Catastrofização da dor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Frizon]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jan 2021 00:31:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entendendo a dor crônica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem tem dor crônica relata que não se esquece da dor durante nenhum momento. Já escutei pacientes referirem-se à dor crônica como a “dor normal”, para diferenciar de outros tipos de dores. Esse tipo de dor “normal” está sempre lá. Além disso, há alguns episódios descritos como “escapes” de dor, com um aumento de intensidade [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quem tem dor crônica relata que não se esquece da dor durante nenhum momento. Já escutei pacientes referirem-se à dor crônica como a “dor normal”, para diferenciar de outros tipos de dores. Esse tipo de dor “normal” está sempre lá. Além disso, há alguns episódios descritos como “escapes” de dor, com um aumento de intensidade e muito mais intenso e incapacitante do que o habitual. Existe inclusive um termo em inglês para isso: “breakthrough pain”. Mas esse será um tema para outro artigo. O objetivo desse artigo é compartilhar um conceito interessante e muito pesquisado no meio científico: a “catastrofização da dor”.</p>
<p>É normal sentir-se preocupado e chateado com a dor crônica. No entanto, se o foco da atenção na dor é constante e o paciente está sempre pensando no pior dos cenários, ele pode estar “catastrofizando” a dor. É como se, sem perceber, você ficasse andando em círculos em uma estrada ou um circuito, aonde você vê apenas sofrimento.  E toda vez que você conecta e vive esse “circuito” de dor você está ensinado ao seu cérebro esse caminho. E, acredite, devido à neuroplasticidade o cérebro aprende rápido e passa constantemente “voltar” lá mais vezes. Cada vez que você retorna por esse caminho ele recria e sedimenta mais essa experiência desagradável.</p>
<p>Os estudos dividem a catastrofização da dor em 3 componentes:</p>
<h4>Ruminação: o paciente não consegue sair desse circuito de ficar constantemente pensando na dor, de como ela machuca e incomoda.</h4>
<h4>Magnificação: Ele antecipa a dor e a possibilidade de piora da dor e do seu estado de saúde e fica imaginando toda a incapacidade que pode adquirir.</h4>
<h4>Desesperança: há a impressão que se perde o controle da dor, que nada mais pode ser feito.</h4>
<p>Como já mencionado, esse fenômeno de catastrofização é documentado em estudos científicos. Já está provado que ele é responsável por grande parte da oscilação da intensidade dor. A catastrofização aumenta o stress, cria medo, e o pior: o cérebro aprende e se sensibiliza, produzindo assim uma sensação de dor recorrente. Além disso, a saúde mental piora, a ansiedade, assim como a irritabilidade, aumentam.</p>
<p>Mas todos os pacientes com dor crônica sofrem com isso? Não, além de uma predisposição genética, parece haver uma maior chance do fenômeno de catastrofização ocorrer em mulheres. A personalidade também certamente afeta como o paciente vai lidar com a dor de uma maneira geral. A boa notícia é que existem maneiras de lidar com isso.</p>
<p>Certamente o sucesso do tratamento da dor certamente passa por entender esse fenômeno. Alguns tipos de terapia que reduzem ansiedade e stress podem ajudar. O maior número de evidência no tratamento da dor são com 2 tipo de terapia: terapia cognitivo comportamental e a terapia de aceitação e compromisso. Também vale citar aqui a técnica mindfulness de meditação. Mas isso já é assunto para outro dia. Esse artigo fica por aqui. Se você sofre de dor crônica, experimente estar mais atento ao processo de catastrofização da dor. Procure ajuda.  Envie sugestões e opiniões para <a href="mailto:contato@leonardofrizon.com.br">contato@leonardofrizon.com.br</a>.</p>
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