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	<title>Arquivo de Dor oncológica - Leonardo Frizon</title>
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	<title>Arquivo de Dor oncológica - Leonardo Frizon</title>
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		<title>Dor oncológica em Curitiba</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Frizon]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Feb 2025 22:08:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bomba de Morfina]]></category>
		<category><![CDATA[Dor oncológica]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tratamento de Dor Oncológica: Como Aliviar o Sofrimento Durante o Câncer A dor oncológica é uma das principais preocupações dos pacientes diagnosticados com câncer. Seja causada pelo próprio tumor, pelos tratamentos ou por fatores psicológicos como ansiedade e depressão, essa dor pode e deve ser controlada. O alívio adequado melhora a qualidade de vida, permitindo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 data-pm-slice="1 1 []"><strong><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-2366" src="https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2025/02/dor-oncologica-1024x682.jpg" alt="Dor oncológica em Curitiba" width="800" height="533" srcset="https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2025/02/dor-oncologica-1024x682.jpg 1024w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2025/02/dor-oncologica-300x200.jpg 300w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2025/02/dor-oncologica-768x512.jpg 768w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2025/02/dor-oncologica-1536x1024.jpg 1536w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2025/02/dor-oncologica-600x400.jpg 600w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2025/02/dor-oncologica.jpg 2000w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></strong></h2>
<h2 data-pm-slice="1 1 []"><strong>Tratamento de Dor Oncológica: Como Aliviar o Sofrimento Durante o Câncer</strong></h2>
<p>A dor oncológica é uma das principais preocupações dos pacientes diagnosticados com câncer. Seja causada pelo próprio tumor, pelos tratamentos ou por fatores psicológicos como ansiedade e depressão, essa dor pode e deve ser controlada. O alívio adequado melhora a qualidade de vida, permitindo ao paciente dormir melhor, alimentar-se corretamente e manter suas atividades diárias.</p>
<p>O <strong>tratamento de dor oncológica</strong> é multidisciplinar e envolve diferentes estratégias, desde medicações até procedimentos minimamente invasivos. Entenda as principais abordagens para o alívio da dor no câncer.</p>
<h2>Principais Causas da Dor no Câncer</h2>
<p>A dor oncológica pode ter diferentes origens:</p>
<ul data-spread="false">
<li><strong>Infiltração tumoral nos ossos</strong>: comum em metástases ósseas de cânceres de mama, próstata e pulmão.</li>
<li><strong>Compressão da medula espinhal</strong>: pode causar dores intensas na coluna e comprometer movimentos.</li>
<li><strong>Compressão de nervos periféricos</strong>: ocorre em tumores de cabeça, pescoço e região cervical, gerando dores irradiadas.</li>
<li><strong>Obstrução de vasos sanguíneos e linfáticos</strong>: resulta em inflamação e dor intensa.</li>
<li><strong>Dores viscerais</strong>: surgem quando o tumor compromete órgãos internos como fígado, intestino e bexiga.</li>
</ul>
<p>Além disso, os tratamentos como quimioterapia, radioterapia e cirurgia também podem provocar dores, como neuropatias periféricas, mucosites e dores cirúrgicas.</p>
<h2>Tratamento de Dor Oncológica: Abordagens Principais</h2>
<p>&nbsp;</p>
<h3>1. Medicamentos Analgésicos</h3>
<p>A medicação é a primeira linha de tratamento da dor oncológica. Segue-se a escada analgésica da OMS:</p>
<ul data-spread="false">
<li><strong>Analgésicos comuns</strong>: dipirona e paracetamol para dores leves.</li>
<li><strong>Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs)</strong>: usados para dores moderadas.</li>
<li><strong>Opióides</strong>: indicados para dores moderadas a intensas, como tramadol, morfina e fentanil.</li>
<li><strong>Fármacos adjuvantes</strong>: antidepressivos e anticonvulsivantes auxiliam no alívio da dor neuropática.</li>
</ul>
<h3>2. Bloqueios Anestésicos e Neuromodulação</h3>
<p>Quando a dor não responde bem aos medicamentos, podem ser indicados procedimentos minimamente invasivos:</p>
<ul data-spread="false">
<li><strong>Bloqueios</strong>: injeções de anestésicos e corticoides em nervos ou plexos nervosos para interromper a dor.</li>
<li><strong>Rizotomia por Radiofrequência</strong>: utiliza calor para modular os impulsos dolorosos em nervos específicos.</li>
<li><strong>Bombas de infusão intratecal</strong>: administram medicações diretamente na medula espinhal, oferecendo alívio mais eficaz com doses menores. Leia mais <a href="https://leonardofrizon.com.br/bomba-de-morfina/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>!</li>
<li><a href="https://leonardofrizon.com.br/neuroestimulador-medular/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Estimulação medular</strong></a>: implante de eletrodos na medula para bloquear sinais de dor crônica.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3>3. Radioterapia para Controle da Dor</h3>
<p>A radioterapia paliativa é indicada para pacientes com metástases ósseas, compressão medular e infiltração tumoral em nervos e órgãos. O tratamento reduz o tamanho do tumor e, consequentemente, a dor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>4. Terapias Complementares</h3>
<p>Além dos tratamentos convencionais, algumas terapias ajudam no controle da dor:</p>
<ul data-spread="false">
<li><strong>Acupuntura</strong>: ajuda na dor neuropática e nas náuseas da quimioterapia.</li>
<li><strong>Fisioterapia e reabilitação</strong>: fortalecem o corpo e evitam complicações.</li>
<li><strong>Psicoterapia e suporte emocional</strong>: reduzem a ansiedade e melhoram a percepção da dor.</li>
<li><strong>Terapias alternativas</strong>: ioga, meditação e massagem podem trazer alívio.</li>
</ul>
<h2></h2>
<h2>Mitos e Verdades Sobre o Tratamento de Dor Oncológica</h2>
<p>✅ <strong>Opioides causam dependência?</strong> <strong>Mito</strong> ❌<br />
💊 Quando usados corretamente e sob supervisão médica, opioides são seguros e eficazes no alívio da dor.</p>
<p>✅ <strong>Quem sente dor intensa está em estado terminal?</strong> <strong>Mito</strong> ❌<br />
😷 A dor pode surgir em qualquer fase da doença e deve ser tratada para melhorar a qualidade de vida do paciente.</p>
<p>✅ <strong>Quanto antes o controle da dor, melhor o tratamento?</strong> <strong>Verdade</strong> ✔️<br />
⏳ O controle precoce evita a cronificação da dor e melhora a resposta ao tratamento oncológico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Quando Procurar um Especialista em Dor?</h2>
<p>Se a dor persistir apesar do uso de medicações ou interferir na sua qualidade de vida, procure um especialista em dor. O tratamento de dor oncológica deve ser personalizado para garantir conforto e bem-estar ao paciente.</p>
<p>Se você ou um familiar estão enfrentando dor oncológica, busque ajuda especializada. O controle adequado da dor é um direito do paciente e um fator essencial para uma melhor qualidade de vida.</p>
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		<title>Dor oncológica – A dor no câncer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Frizon]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Apr 2021 22:13:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bomba de Morfina]]></category>
		<category><![CDATA[Dor oncológica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A dor paciente com câncer é também chamada de “dor oncológica”. Esse tipo de dor normalmente é uma condição de dor crônica. Apenas para ilustrar, cerca de 75–90 % dos pacientes com câncer avançado apresentam dor importante. Além disso, aproximadamente 43% dos pacientes com dor oncológica recebem um tratamento insuficiente. A dor está associada a [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://leonardofrizon.com.br/dor-oncologica-a-dor-no-cancer/">Dor oncológica – A dor no câncer</a> aparece primeiro em <a href="https://leonardofrizon.com.br">Leonardo Frizon</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1850" src="https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/04/dor-oncológica.jpg" alt="Dor oncológica – A dor no câncer" width="1000" height="668" srcset="https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/04/dor-oncológica.jpg 1000w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/04/dor-oncológica-300x200.jpg 300w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/04/dor-oncológica-768x513.jpg 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<p>A dor paciente com câncer é também chamada de “dor oncológica”. Esse tipo de dor normalmente é uma condição de <a href="https://leonardofrizon.com.br/o-que-e-dor-cronica/" target="_blank" rel="noopener"><strong><em>dor crônica</em></strong></a>.</p>
<p>Apenas para ilustrar, cerca de 75–90 % dos pacientes com câncer avançado apresentam dor importante. Além disso, aproximadamente 43% dos pacientes com dor oncológica recebem um tratamento insuficiente. A dor está associada a um pior resultado no tratamento do câncer. Sendo assim, o controle otimizado da dor pode aumentar não apenas a <em>qualidade</em> mas também o <em>tempo</em> de vida do paciente.</p>
<p>Antes de mais nada, dor oncológica é um termo amplo. Na verdade, existem várias causas de dor no paciente com câncer. A dor pode ser decorrente do crescimento e infiltração do câncer. Também pode ser uma consequência de cirurgia ou biópsia. Além disso, pode ser um efeito colateral do tratamento (ex. dor após quimioterapia ou radioterapia).  Da mesma forma que, por causa da fraqueza geral do paciente, pelo fator de estar  acamado, também ocorrem outras patologias e dores crônicas. (ex. Herpes Zoster, dor muscular)</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Dor crônica vs dor oncológica</h2>
<p>Em uma pessoa que não tem câncer, a dor crônica é uma sensação desagradável, causa muito incômodo e prejudica a qualidade de vida. No entanto, no paciente com câncer normalmente há um componente ainda maior de sofrimento, relacionado à própria doença, ao tratamento e a confrontação com a doença e a finitude da vida. Leia mais sobre os componentes afetivos da dor crônica <a href="https://leonardofrizon.com.br/os-multiplos-fatores-que-influenciam-na-dor-cronica/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a> e <a href="https://leonardofrizon.com.br/catastrofizacao-da-dor/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Tratamento para dor oncológica</h2>
<p>Nenhum paciente deve considerar normal e aceitar a dor. Existem tratamentos e, como citado anteriormente, muitas vezes o tratamento fica aquém do possível. Para início de conversa sobre tratamento, é importante mencionar <em>que <span style="color: #ff0000;">nenhum tratamento sozinho é totalmente efetivo no controle da dor</span>.</em> Sendo assim, o tratamento da dor oncológica sempre tem que ser multidisciplinar. Multidisciplinar significa envolver múltiplas áreas como a psicologia, fisioterapia, enfermagem, oncologista e especialista em dor.</p>
<p>A morfina e os derivados da morfina são as principais medicações que os pacientes com dor oncológica usam. Entre os derivados da morfina podemos citar tramadol, codeína, metadona, buprenorfina, fentanil. Pode-se administrar essas medicações tanto pela via oral quanto por via transdérmica (adesivos) ou endovenosa.</p>
<p>Além disso, há outras medicações para usar de acordo com as necessidades de cada paciente. Portanto, se há uma dor importante por acometimento do osso, por exemplo, os antiinflamatórios ou os bisfosfonados são úteis. No entanto, se a dor é de origem nos nervos, os antidepressivos, anticonvulstivantes ou o adesivo de lidocaína ajudam mais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Quando está indicado um tratamento intervencionista para tratar dor?</h2>
<p>A intervenção ajuda em uma pequena parcela dos pacientes nos quais a dor oncológica é de difícil controle, não resolve com medicação. E, principalmente, quando há um alvo muito preciso para se tratar com cirurgia ou uma infiltração. No entanto, o “timing” é importante. Nunca é tarde para se fazer um tratamento mais invasivo para dor. Há, no entanto, uma hora certa. Não se pode esperar muito tempo para agir em certos casos. O mais importante é procurar um especialista em dor logo, conversar com o seu oncologista sobre isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Quais são os tratamentos chamados intervencionistas?</h2>
<p>Existem diversos tipos de tratamentos mais invasivos para dor oncológica. Há os bloqueios (infiltrações) com agulhas nos quais se injeta anestésico para aliviar a dor. Há também os procedimentos &#8220;ablativos&#8221; nos quais se injeta álcool ou fenol. Eles causam uma lesão em determinados nervos, aliviando assim a dor.</p>
<p>Um tratamento muito útil é o implante de bomba de morfina (<a href="https://leonardofrizon.com.br/bomba-de-morfina/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui e veja mais sobre isso nesse texto</a>). Em síntese, é um tratamento muito eficaz, com poucas complicações, e no qual há a possibilidade de se fazer um teste antes da cirurgia. Além disso, há cirurgias mais invasivas como a cordotomia, hipofisectomia, realizadas em pacientes em um estágio mais avançado da doença.</p>
<p>Alguns dados desse texto foram retirados desse artigo científico aqui (<a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(11)60236-5/fulltext" target="_blank" rel="noopener">clique para acessar o artigo em inglês</a>).</p>
<p>Nunca é demais relembrar: O tratamento com cirurgia ou procedimentos nunca funcionará sozinho. Sendo assim, é importante ter uma equipe multidisciplinar no tratamento. Converse com o oncologista, converse com um especialista em dor.</p>
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		<title>Bomba de Morfina</title>
		<link>https://leonardofrizon.com.br/bomba-de-morfina/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Frizon]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Mar 2021 21:00:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bomba de Morfina]]></category>
		<category><![CDATA[Dor oncológica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que é bomba de morfina? A bomba de morfina é um aparelho que injeta morfina diretamente no líquido que fica ao redor da medula espinhal. A medicação age num espaço conhecido como espaço intratecal. Portanto, o termo mais correto é sistema de bomba de infusão intratecal de morfina. É necessária uma cirurgia para o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-1819 size-full" src="https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/03/surgeon-cutting-cotton-from-scissor-operation-room-1.jpg" alt="Implante de bomba de morfina" width="1000" height="667" srcset="https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/03/surgeon-cutting-cotton-from-scissor-operation-room-1.jpg 1000w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/03/surgeon-cutting-cotton-from-scissor-operation-room-1-300x200.jpg 300w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/03/surgeon-cutting-cotton-from-scissor-operation-room-1-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></h2>
<h2>O que é bomba de morfina?</h2>
<p>A bomba de morfina é um aparelho que injeta morfina diretamente no líquido que fica ao redor da medula espinhal. A medicação age num espaço conhecido como <em>espaço intratecal</em>. Portanto, o termo mais correto é <em>sistema de bomba de infusão intratecal de morfina</em>. É necessária uma cirurgia para o implante. O sistema é composto por 2 partes. Primeiramente, a bomba infusora, que armazena e injeta a medicação. E o cateter, que leva a medicação da bomba até a coluna. Todo esse sistema fica abaixo da pele. Veja na figura abaixo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-1820 " src="https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Bomba-de-morfina-figure.jpg" alt="Bomba de morfina" width="629" height="354" srcset="https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Bomba-de-morfina-figure.jpg 720w, https://leonardofrizon.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Bomba-de-morfina-figure-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 629px) 100vw, 629px" /></p>
<h2>Como funciona esse sistema de infusão?</h2>
<p>A bomba injeta medicação continuamente. O médico regula a dose diária da medicação de acordo com a resposta do paciente. Além disso, pode aumentar ou diminuir a infusão em certos períodos do dia. Para tratar <a href="https://leonardofrizon.com.br/o-que-e-dor-cronica/" target="_blank" rel="noopener">dor crônica</a>, a potência da morfina liberada diretamente na coluna é muito maior do que quando tomada via oral ou injetada na veia. Portanto, é possível utilizar uma dosagem baixa e evitar efeitos colaterais ou intoxicação.</p>
<p>A bomba mais comum tem um reservatório de 20ml. Sendo assim, é possível colocar 20 ml de morfina ou outra medicação nesse reservatório. A medicação dura aproximadamente 3 meses. Então cada 3 meses é necessário um reenchimento, através de uma punção na pele. Apenas para ilustrar, o paciente não precisa internar para reencher a bomba, dura poucos minutos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A bomba de morfina já é um tratamento bem estabelecido?</h2>
<p>Sem dúvida. Há muito tempo se sabe da potência da morfina usada diretamente ao redor da medula. Os primeiros sistemas de infusão implantados no mundo foram na década de 80. Atualmente, esse tratamento é muito disseminado pelo mundo todo, inclusive no Brasil. Quando a indicação do implante é correta e bem justificada, a cirurgia é coberta pelos planos de saúde.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Quando saber se está indicado esse tratamento?</h2>
<p>Recomenda-se o implante de bomba de morfina quando outros tratamento falharam (incluindo medicações e cirurgias). A maior parte das indicações de uso de bomba de morfina hoje em dia são para pacientes com dor intratável na coluna (por ex. d<a href="https://leonardofrizon.com.br/dores-apos-cirurgia-de-coluna-lombar/" target="_blank" rel="noopener">ores após cirurgia de coluna lombar</a>, doenças degenerativas) e outras dores crônicas não relacionadas com a coluna, como <a href="https://leonardofrizon.com.br/sindrome-dolorosa-regional-complexa/" target="_blank" rel="noopener">síndrome regional de dor complexa.</a> Outra indicação muito comum é em pacientes com câncer.  Inegavelmente, é uma ótima opção para melhorar a qualidade de vida do paciente.</p>
<p>Além da morfina, usa-se também o baclofeno através desse sistema, para tratar espasticidade. É possível colocar outras medicações ou associar medicações na bomba. Nesse artigo científico que publicamos me 2018(<a href="https://academic.oup.com/painmedicine/article/20/3/515/5034505?login=true" target="_blank" rel="noopener">clique aqui para acessar a página da revista, em inglês</a>) avaliamos uma nova medicação, o Ziconotide. Notamos que ele funcionou melhor do que a morfina para alguns pacientes. É uma medicação muito utilizada nos EUA. No entanto, infelizmente ainda não temos essa medicação no Brasil. Acredito que em breve receberá aprovação da ANVISA.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Como saber se está indicado o implante de uma bomba de morfina?</h2>
<p>Primeiramente, precisa da avaliação de um médico especialista em dor. No Brasil, o neurocirurgião realiza o implante na maioria das vezes. Mas há também alguns anestesistas habilitados. Antes de implantar a bomba, é necessário fazer um teste para saber se vai funcionar. Para isso, realiza-se infusão de um pequena quantidade de morfina durante uma punção lombar. Assim é possível ter uma idéia da melhora antes de realizar o implante definitivo. Existem protocolos para fazer esses testes. É necessário evitar o efeito placebo. Além disso, precisa afastar doenças psiquiátricas antes de implantar a bomba.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Como é a cirurgia para o implante da bomba?</h2>
<p>O implante de bomba de morfina é simples. A cirurgia dura 1-2 horas e o paciente recebe alta no dia seguinte. Contudo, como qualquer procedimento, tem riscos. Afinal, o paciente se submete a uma anestesia geral, e há o risco de infecção e sangramento. Dessa forma, é importante conversar bem com o médico antes da cirurgia. Essa conversa deve pesar bem os riscos e os benefícios do implante.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://leonardofrizon.com.br/bomba-de-morfina/">Bomba de Morfina</a> aparece primeiro em <a href="https://leonardofrizon.com.br">Leonardo Frizon</a>.</p>
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